Poema: Tempo de Flor
- Jack Lima

- 20 de ago. de 2020
- 2 min de leitura
Tempo de Flor
A semente plantada brotou na terra preparada
Terra de labuta, choro e guerra
Mas também de paz, de princípios
Bela como uma terra encantada
É verdade que não foi valorizada
Importância devida não foi dada
Mas, isso não retira o seu valor
De década em década o tempo passava
A fruta no pé cristalizava
Do tacho pra caixa
A história passava
Mas, bateu asa a andorinha e voou
De repente o riso tristeza virou
Da dor do peito o choro brotou
Colhendo os mistérios que a vida pregou
(Sem ver o futuro que Deus preparou)
Dos olhos minaram tristezas sem fim
Pois a andorinha bateu as suas asas e nos deixou
Mas, levanta Quilombo Mesquita
Que ainda não é tempo de parar
Bata também as tuas asas
E comece a voar
Olhe bem do alto e tente enxergar
Que a tua força mal pior já superou
Levanta Quilombo Mesquita
Que as tuas lágrimas são nossas nascentes
O teu pranto jorrando são cachoeiras cristalinas
E a força da tua água leva a vida por onde passa
Levanta que a tua terra é o nosso chão
Que a nossa história foi escrita pela tua mão
Que o teu arado alimentou
E produziu o nosso pão
Levanta Quilombo Mesquita
Levanta que é tempo de flor
Que o melhor do ser nasce da dor
E ainda não é tempo de chorar
Levanta, germina e floresce
Colhe o fruto do teu trabalho
Pois, a semente para dar flor
Primeiro padece
Levanta com tua humildade
E transmite a história do doce
Imprime a tua identidade
Pois ela não é só tua
Essa história é de toda a cidade
Levanta Quilombo Mesquita
E bate as tuas asas
Carrega no teu peito essa saudade
Levanta, levanta voo e bate as asas
Pois, de ti Quilombo Mesquita
É de ti que vem a nossa identidade.
Em memória de João Pereira

Poema de Jack Lima













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