“Ruim da cabeça e doente do pé...”
Ruim da cabeça! É assim que o Brasil parece caminhar em tempos de carnaval. Durante o feriado, _ que começa com o natal e só acaba depois que as águas de março terminam de lavar a urina dos foliões, ninguém faz absolutamente nada. O conhecido jargão que o Brasil só funciona depois do carnaval já acostumou os ouvidos de quem vive por aqui, mas não o bolso. Conseguir um emprego ou fazer um bom negócio fica praticamente impossível nesta época deixando o comércio aleijado, ou melhor dizendo doente do pé.
Numa região sem opções de lazer para quem quer curtir as férias prolongadas, os consumidores acabam se deslocando para outras regiões fazendo com que o dinheiro suma do mercado. São comuns as cenas de estabelecimentos e ruas desertas nas cidades do Entorno. Alguns comerciantes chegam a fechar as portas e aproveitar o tempo de vacas magras para pegar uma praia ou visitar a família. E para os que ficam na corrida do ouro o jeito é esperar. A vontade de desistir durante a longa espera pelos consumidores se fortifica quando o fim está mais próximo.
Pra quem depende dos órgãos públicos para resolver alguma coisa, o tédio é maior. Pois a marcha lenta da máquina pública ganha um breck em tempos de festanças. E o que já era difícil se torna ainda pior. A pressa dos que ficaram se choca com os que ainda estão engatando a primeira para voltar às atividades normais. Estes poderiam pensar em novas formas para fomentar a economia local nesse período como o turismo rural e urbano para os que ficam, por exemplo.

Foto: Matéria no condomínio Alphaville. Esperando o progresso chegar!






















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