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Colheita N'golo 2020, a produção continua mesmo sem festa.

12 de mar. de 2021
2 min de leitura

O ano de 2020 pegou a todos de surpresa com o cancelamento das festas. As pessoas tiveram que se adaptar a novas formas de vida durante a pandemia que aterrorizou o mundo. Por esse motivo, a Festa do N'golo do Quilombo Mesquita foi cancelada, porém a produção do vinho continuou e as vendas foram feitas pela internet. "Se uma vacina for criada até o dia da festa nós faremos o evento", disse um dos organizadores, Manoel Neres.


Confira um pouco da visita do Jornal Identidade no Quilombo para acompanhar a colheita e degustação dessa preciosa iguaria.






Saiba mais:






Pela horrível situação de pandemia, deixamos aqui essa reflexão.


Pandemia

O vírus fez a primeira vítima

O rico que viaja

O turista longe de casa

Num cruzeiro que naufraga

Nada num rio,

Nada num oceano de lágrimas.

O vírus fez a segunda vítima

No oceano, o navio.

O povo que habita nele: a carga.

Só de pensar, nos dá calafrio

No ar, o silêncio, o vazio

Cobrindo o sorriso, a máscara.

E o vírus fez a terceira vítima

No leito do hospital, na maca

No corredor, na fila do Cais

Guarujá, Copacabana, na Lapa

Grande São Paulo, aeroportos, capitais

No lugar de tudo, agora é nada.

A quarta fatalidade

Tirou a vida da cidade

Trancados em casas e apartamentos

Conheceram uma vida de qualidade

Lembraram do amor da família

Tiraram do peito a saudade.

A quinta vítima, a liberdade

O ir e vir não é mais possível

A situação se tornou inacreditável,

Incrível.

O mundo prostrado

Diante de um inimigo invisível.


A sexta vítima vale metade

Meia vida, meia hora. “Não se atrase!”

“Fica em casa” não lhe serve,

Eutanásia.

Suicídio coletivo de uma nação que trabalha

E dá sustento a sua casa.

No corredor da morte

Caminha desesperado

O maior medo:

Ficar desempregado

Um salve ao povo da fronteira

Que vai acordar e ganhar seu pão

Leve a guia, a medalhinha

Leve o São Jorge e o Dragão

Na saída um beijo da filha

E um abraço do irmão.

Ninguém faz nada. (Ninguém faz nada).

E só lhes restam a oração.

Texto: Jack Lima

Fotos: Marcelo Mançano








 
 
 

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