top of page

Bloco Vai Quem Quer, Quem não pode se sacode!

12 de mar. de 2021
4 min de leitura

A 5º edição do Bloco Vai Quem Quer teve o tema superdivertido: “Quem quer pode e quem não pode se sacode!”. Com direito a banda de carnaval puxando o bloco em cima do trio, o Vai Quem Quer levou os foliões pela avenida ao som de marchinhas de carnaval. No dia (13/2), a cidade pode ouvir suas mais preciosas histórias cantadas pelos compositores do bloco. O percurso foi da praça até o bar do Zé Maria passando por toda a avenida finalizando na feira coberta onde um evento da prefeitura estava acontecendo.

Os bonecos do artista plástico Robson Siqueira ilustraram bem as marchinhas do Vai Quem Quer. Confeccionados por ele e pelas artesãs Elizabete e Euvira Izídio, os bonecos da Noiva do Lago, antiga lenda urbana da cidade e do Vovô Ozório que representou os pioneiros do carnaval dançaram ao som das histórias cantadas pelos foliões. No meio da festa ainda deu tempo para fazer um breve concurso de fantasia onde Rafael , de apenas 7 meses foi o grande vencedor do ano vestido de herói ganhou um troféu pela melhor caracterização.


As marchinhas em destaque nessa edição do bloco foram a “Vai Quem Quer”, “Um Vampiro na presidência”, “Marmelada”, “Zé Leão”, “Vovô Osório” e “Noiva do Lago”. Todas contam histórias do folclore e cultura ocidentalenses. O bloco representa um resgate da identidade do morador. Ao fim do trajeto, o bloco se apresentou na feira coberta onde não pode cantar as marchinhas de carnaval que falavam da marmelada do Quilombo Mesquita, pois, segundo a assessoria o prefeito municipal não concordava com o tema. A festa seguiu com a apresentação de Vitor Lopes.


A vereadora Kedma cobrou o apoio da prefeitura e reafirmou a importância da festa. "Entendemos que o carnaval é uma festa de manifestação popular. Existem festas que são feitas pela prefeitura e existem festas que o povo faz. E essa é um festa que o povo fez". A população também apreciou o evento das calçadas enquanto o bloco passava. "A cidade precisa ter mais coisas assim", disse D. Luzia, 54, moradora da S.Q. 16. Muitas famílias assistiram nas ruas a manifestação cultural do bloco Vai Quem Quer.

História do Bloco

O bloco Vai Quem Quer é uma manifestação cultural popular que mantém tradição há quatro anos e pretende agregar todas as classes e sem distinção de cor, gênero ou crença. Um dos idealizadores do projeto, professor Wesley Oliveira, explicou que a ideia de fazer o bloco surgiu em um momento em que os artistas da cidade se organizaram para discutir a falta de incentivo à cultura. “Nós dependíamos de pegar um ônibus e ir para Brasília curtir o carnaval. Então resolvemos dar um basta e fazer o bloco”, explicou.


Dudu Guerreiro, músico, poeta e também idealizador do bloco, afirma que o potencial artístico da cidade é muito forte, mas enfatiza que é preciso uma comunicação clara entre a classe artística e o governo. “Temos que nos organizar para que os projetos possam ser desenvolvidos de forma a beneficiar a cidade, a população e também aos artistas que precisam de espaço e incentivo para permanecer na cidade”, contou.

Wily Oliveira, pioneiro no movimento, compositor e vocalista do grupo Bala de Cocô, contou como tudo começou, “No início, vi o bloco como a oportunidade de mostrarmos nosso movimento na rua, de tornarmos a nossa avenida, a rua dos encontros e da felicidade, para toda a comunidade”.

Só quem esteve presente nos anos anteriores sabe o quanto foi difícil chegar à 4º edição. Mas, apesar das dificuldades o bloco se manteve resistente e nunca perdeu o ritmo. No primeiro ano não havia nenhum incentivo além da ajuda dos amigos Anderson Soin e Ademilson Kalunga. “O pessoal ajudou e saímos com o som do carro ligado puxando o bloco”, lembra Dudu Guerreiro. Isso foi o suficiente para consagrar o bloco que apesar de simples, era o único foco de carnaval na cidade. A iniciativa foi válida e o público pediu mais. Com o lema: Quem tudo quer nada tem! O bloco seguiu sabendo de teria que dar um passo de cada vez para chegar a algum lugar.

No ano seguinte, já com estandarte pronto, a coisa complicou ainda mais! O carrinho de venda de CDs e DVDs do Leonilson foi na frente tocando as músicas para animar o grupo. Não foi preciso mais que isso! Com toda criatividade e animação o movimento cultural dos artistas resistiu mais uma vez e o lema de 2015 foi “Se tu não quer: tem quem queria!” E com senso de humor eles seguiam manifestando-se de forma natural e espontânea.

Em 2016, um contato com os antigos carnavalescos fez com que alguns instrumentos chegassem até o grupo e a batucada tomou conta do bloco. O carro de som do Pedrão acompanhou os foliões e a banda improvisada dava o ritmo para animar a festa. Zé Carlos, ritmista da bateria contou como teve a ideia de unir as antigas gerações do samba ao bloco.

“Quando eu aprendi a tomar gosto pelo samba, às referencias que eu tinha eram os sambistas mais antigos, então fomos até eles, ouvimos suas histórias e firmamos a parceria”, lembrou. “Quem tá fora quer entrar, mas quem tá dentro não sai” foi o lema que enredou esse samba.

A edição de 2017 pode perceber a evolução da bateria. Rodrigo Ribeiro, um dos organizadores do evento, que também faz parte da comissão de frente e é um grande incentivador do bloco.

Ele teve a ideia de trazer os metais e completou a banda que trouxe o frevo, o samba e o maracatu para o carnaval ocidentalense. Os músicos que participaram suaram a camisa para fazer do evento uma grande festa ao som dos tambores e instrumentos de sopro. “Quem não Kiss vai querer” foi o lema deste ano e o amor foi o principal ingrediente para fazer dessa receita um sucesso.

E em respeito aos colaboradores que fizeram essa festa acontecer e que não serão listados um a um, mas que serão lembrados e guardados no coração do bloco os idealizadores do movimento fazem uma homenagem a todas as marias e os joões que doaram o seu trabalho para que essa festa acontecesse. E que todos estão abertamente convidados a participar e a somar forças para desenvolver de forma natural e espontânea segundo a expressão cultural de cada um. Porque essa festa é de todos, a liberdade é garantida e neste bloco Vai Quem Quer!

Siga o bloco pelo endereço:

Ouça as marchinhas de carnaval do bloco:

Comentários


2 Jornal ID Novo.png
Doar com PayPal

Assine GRÁTIS nosso newsletter

© Copyright 1998-2023. Todos os direitos reservados a J&C Gráfica e Editora LTDA-ME (Ocidental News/Jornal Identidade/Jornal'Eco) e a Putzgrila! Produções e Serviços. Os materiais publicados nesta plataforma não podem ser republicados, transmitidos por broadcast, reescritos ou redistribuídos sem a prévia autorização.

bottom of page