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Entradas, Descidas e Bandeiras

12 de mar. de 2021
2 min de leitura

Por vários motivos, os colonos e paulistas migravam em expedições para o interior do país. Encontraram as Minas Gerais, Tocantins e Goiás.

As expedições ao interior do país eram divididas entre Entradas, Descidas e Bandeiras. As entradas eram feitas por colonizadores europeus. As descidas eram feitas por padres jesuítas e as Bandeiras pelos sertanistas de São Paulo, que foram chamados de Bandeirantes. Veja os motivos de cada uma delas:


Monumento feito em homenagem aos bandeirantes com índios aprisionados.


As entradas eram expedições organizadas pela coroa portuguesa para descobrir novas terras e riquezas. Eram expedições oficiais bancadas pelo governo de Portugal.

As descidas eram expedições organizadas pelos jesuítas, os padres entravam no interior das matas para buscar índios no intuito de levar para as reduções, cidades onde eles aprendiam o idioma e a religião europeia.


Já as tão famosas bandeiras eram expedições particulares, onde sertanistas pediam autorização à coroa e pagavam impostos de tudo quanto encontravam em suas viagens. As bandeiras foram responsáveis por abranger grande parte do território brasileiro, e dar o formato que o mapa tem hoje.



Havia quatro tipos de bandeiras. A primeira era a de “Bandeira de Apresamento”, tinha o objetivo de sequestrar índios e atacar missões jesuítas, a fim de levar índios passivos para serem escravos em São Paulo. As “Bandeiras de Prospecção” eram destinadas a encontrar ouro, prata e pedras preciosas. O chamado “Sertanismo de Contrato” eram bandeiras especificamente para atacar Quilombos e punir escravos refugiados. E as Monções, que iam pelos rios para levar suprimentos aos que estavam em locais de exploração e também levavam a São Paulo as mercadorias conquistadas como ouro e peles.



Geralmente os bandeirantes não levavam provisões, mesmo nas viagens longas. Levavam apenas cabaças de sal, pratos de estanho, cuias e as indispensáveis redes de dormir. Isto ocorria porque a viagem ficava muito difícil com tantas coisas para carregar e também porque não havia formas de conservar os alimentos, assim, os bandeirantes se alimentavam da pesca e das frutas que encontravam pelo caminho. Quando faltavam esses alimentos, utilizavam carne de cobra, lagartos e sapos ou rãs. Se faltava água, tentavam encontrá-la nas plantas, mascavam folhas, roíam raízes e, em casos extremos, bebiam até sangue de animais. Definitivamente não era um trabalho nada fácil!


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Texto: Jack Lima - DRT-DF/8533 - Jornal Identidade

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