A Rota Rock, Encontro de Gerações

Dois vocalistas de duas gerações: Daniel Calazans (à esquerda) e o lendário Lucky (à direita), dois ícones de diferentes gerações cantaram juntos para celebrar o encontro
Velhos amigos e muito Rock ‘n’ Roll marcaram o memorável A Rota Rock, Encontro de Gerações, no dia (16/08), na Cidade Ocidental. O palco foi cenário para 20 anos da história do Rock uniu quatro gerações em um só evento. A cidade que ficou conhecida com "City", aqueceu a cena na década de 1990 com bandas e shows que marcaram a história.

Os anos se passaram e as bandas pararam de surgir, a violência chegou ao Entorno junto com o progresso. A juventude já não era a mesma. A cidade não era a mesma. Já não se fazia mais eventos e toda aquela magia tinha ficado apenas na memória. Vinte anos depois de um longo hiato, um amigo da época entendido em tecnologias transforma um VHS e mídia digital e joga na rede a gravação de uma festa que ficou para a história, o famoso aniversário do Carlos Pinto.

Ninguém conseguiu assistir ao vídeo sem pedir um reencontro. As redes sociais colaboraram para que todos recebessem o convite da grande celebração da amizade. Nascia o A Rota Rock. Novas bandas surgiram. Outra geração montava um novo cenário e, no intuito de mostrar aos antigos que o rock não havia morrido o evento ganha um sobrenome: A Rota Rock, Encontro de Gerações.

O reencontro é claro, arrancou sorrisos e lágrimas. Vieram de Brasília. Taguatinga, Luziânia. Valparaíso e até de Goiânia. Aqueles que se mudaram e há muito não viam os amigos da adolescência, se deslocaram até a chácara isolada na zona rural da cidade para reviver os velhos tempos. Mas não parou por aí, a nova geração estava lá pra mostrar que o rock ainda estava vivo e revelando novos talentos. A festa durou 12 horas e recebeu cerca de 500 pessoas. Foi feita com o trabalho de alguns para a alegria e diversão de todos e deixou o desejo de se fazer um encontro anual.

O Mantra, que subiu ao palco após duas décadas para uma apresentação inesquecível foi uma das melhores bandas da década de 90. Mobilização, ensaios e muito X-14 pra colocar esses garotos no palco. E olha só, eles não deixaram a desejar. O público enlouqueceu, chorou e se descabelou com a apresentação. Principalmente, com a música que encerrou o show, Amigo, do Rei Roberto tocada em grande estilo em celebração a amizade, principal motivo do evento.

Veja o Mantra na década de 90. Na foto com um integrante a mais, Nanau que não pode ir ao evento.

Da primeira geração, os legendários Self Portrait tocando os maiores sucessos dos anos 70 arrepiaram o público com muita energia.


O conhecido Nomes Feios, sempre na estrada com sua irreverência típica do punk rock, com Francisco Porto nos vocal e sua performance de menino. É a banda mais responsa da história do rock na cidade.


Nomes Feios na década de 1980. Os fundadores Porto e Zumbi ainda fazem parte da formação da banda.
A banda Lúpulo e Cereais não Maltados com um repertório animado que fez a festa até o dia amanhecer. A Lúpulo tem o estilo pop e chama todos para a frente do palco quando se apresenta. Basta começar a tocar que a galera invade a pista e solta os bichos.


Francisco Porto e Lucky dividindo o palco. As duas maiores vozes da cena do rock.
O evento também foi enriquecido com o Museu da Música, com sede no Guará e organizado pelo Ricardo Retz o qual apresentou uma bela exposição com discos de vinil e muita história do rock com destaque a banda Nomes Feios e Mantra.

O A Rota Rock também recebeu novos nomes que surgiram com estilo clássico como Daniel Calazans com vocal agudo e perfeito para interpretar bandas consagradas como Iron Maiden e Led Zeppelin.

A banda Velhos Medos foi a grande revelação da década com músicas próprias e estilo original. Com o chamado Mistc Metal eles tem uma pegada diferente e mostra muita técnica na execução das canções.

Fogueira pra quem não tem banda e quer dar uma canja no violão.
Propostas alternativas como Vagabundos Iluminados representaram o rock diferenciado dos dias atuais com misturas de músicas regionais e percussão.

A banda Fim do Mundo também fez uma participação como convidada.
O Festival A Rota Rock é uma iniciativa social, independente e feita com a colaboração de amigos e parceiros. Em agradecimento aos que fizeram essa festa acontecer serão citados a equipe sonora, Daniel Costa e Robson Loriano, o mídia Cristiano Portes, Marcelo Pereira por ter cedido o local para a realização do evento. Ocidental Motoclube pelo apoio logístico. A todas as bandas que se apresentaram gratuitamente e ao Dj Altervir Batista com seus discos de vinil. Ricardo Retz pelo museu do rock e Marcelo Mançano Aro pela publicidade e fotografia. A prefeitura municipal pela sonorização. A Polícia Militar pela segurança e aos comerciantes pelas doações.
Assista ao vídeo de 1994 que deu origem ao A Rota Rock.
Vem aí A Rota Rock 2ª edição, aguardem!






















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