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Os homens são de Marte... E é pra lá que eu vou!

18 de out. de 2019
2 min de leitura

O título extravagante é o nome do espetáculo teatral que fez um sucesso estrondoso de crítica e público no Rio e em São Paulo. Os Homens são de Marte... E é pra lá que eu vou! Relata a vida de Fernanda, uma jornalista e promoter de 35 anos e ainda solteira, que vive em busca de um grande amor. Fernanda é bem-sucedida e independente, mas para ela a vida sem alguém pra dividir isso não tem a menor graça. De uma forma muito divertida, mas também emocionante e com um final surpreendente, a peça fala do amor e da falta dele. Tudo isso com um tipo de humor que as mulheres são capazes de fazer muito bem: rirem de si mesmas. O espetáculo tem Mônica Martelli como Fernanda e direção de Victor Garcia Peralta.

O nome da peça é uma sátira sobre o Best seller Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus. O livro ficou 44 semanas na lista de mais vendidos do jornal New York Times. O autor John Gray afirma trabalhar com terapia de casais a mais de uma década e garante que o conhecimento do outro é que vai fazer com que se entendam. Na tentativa de explicar essas diferenças entre homens e mulheres, John Gray usa uma metáfora em que os homens viviam em Marte e as mulheres em Vênus até que um dia um marciano fez uma luneta, avistou uma venusiana e se apaixonou por ela no mesmo instante, então eles construíram naves e foram em busca das venusianas.

O livro conta que no começo eles respeitavam suas diferenças, até que se “esqueceram” que vieram de lugares diferentes e começaram a se desentender. Ele afirma que aprendendo à linguagem de ambas as partes, homens e mulheres podem finalmente voltar a entrar em acordo. Usando essa metáfora para ilustrar os conflitos que normalmente acontecem entre homens e mulheres, ele explica como as diferenças podem surgir entre os sexos impedindo o florescimento de relacionamentos saudáveis e duradouros.

Uma das características dos marcianos, por exemplo, é a importância que dão ao trabalho, à competência e às conquistas. Já as venusianas gostam de conversar para criar relações e compartilhar sentimentos. Ou que os homens quando estão com problemas se isolam e querem ficar sozinhos. Eles só falam de seus problemas quando querem opinião. Já as mulheres preferem conversar sobre seus problemas simplesmente por desabafo. Porque querem sentir que elas têm o apoio de alguém.

O autor explica que nem os homens nem as mulheres têm sempre características semelhantes, mas que é comum esse tipo de comportamento. Ele também afirma que muitos homens se identificam com características femininas assim como as mulheres se identificam com características masculinas. Quebrando o paradigma de que todos os homens ou que todas as mulheres são iguais.

De Marte ou de Vênus, com diferenças ou semelhanças, concordando ou discordando, homens e mulheres estão sempre tentando viver em harmonia. E mesmo com todas as diferenças todos concordam que eles foram feitos um para o outro.


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