Os índios Goyá dão nome ao estado de Goiás
Antes mesmo que os colonizadores europeu chegassem ao Brasil, milhões de indígenas já habitavam o país. A etnia dos Goyázes inspirou o nome do estado.
Relatos não documentados dizem que no encontro entre Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera (Pai), tendo encontrado com os índios Goyá, percebeu que eles usavam adornos de ouro. Para convencê-los a mostrar onde estava o ouro, colocou água ardente em uma cuia e ateou fogo. O bandeirante dizia que tinha o poder de colocar fogo na água e que iria queimar os seus rios caso eles não mostrassem o caminho das minas. Por isso, os índios Goyá deram a ele esse nome de Anhanguera, que significa “Diabo Velho” ou “Espírito Maligno”. Ele voltou a São Paulo com alguns dos índios Goyá e as informações sobre o ouro.

A história nos conta que, Anhanguera filho retorna anos depois com as informações obtidas para completar o que seu pai se propôs a fazer anteriormente, encontrar ouro no território que viria a ser o Estado de Goiás. Anhanguera II “descobre” então, “As Minas dos Goyazes”. Ele funda o Povoado da Barra e o Arraial de Sant’Anna em 1725, e passa a Vila Boa de Goiás em 1750. Hoje o local se destaca por ser a terra de Cora Coralina com o nome de Goiás Velho, primeira capital do Estado.

Bartolomeu Bueno da Silva, Anhanguera I (Pai)
Até o ano de 1749, Goiás não existia, o território pertencia à capitania de São Paulo, somente a partir dessa data surgiu a capitania de Goiás. Os principais povoados e arraiais surgiram no momento da mineração, no século XVII, constituíam-se de núcleos urbanos instáveis e irregulares, o primeiro governante enviado à nova capitania foi Dom Marcos de Noronha (Conde dos Arcos).
Anhanguera I e II – De São Paulo para Goiás
Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera foi um dos primeiros sertanistas a adentrarem o interior do país. Aspirando encontrar ouro no sertão goiano, organizou uma expedição em 1682. Com grande caravana e acompanhado de seu filho, que tinha apenas 10 anos de idade, partiu para a exploração. Anhanguera (Pai) foi pioneiro na exploração do Planalto Central, mas não encontrou as minas de ouro que procurava.

Bartolomeu Bueno da Silva, Anhanguera II, (Filho)
Porém, seu filho que o acompanhou quando criança voltou ao território goiano 1722-36 e encontrou as tão sonhadas minas de ouro. Portanto, esse Anhanguera que recebeu homenagens e estátuas é o segundo Anhanguera, o filho. Os Bandeirantes foram homenageados com nomes de ruas, monumentos e são retratados por historiadores como heróis. Porém, seus métodos eram violentos e o extermínio dos povos indígenas e quilombolas tem trazido o questionamento da figura heroica do bandeirante paulista. Esse debate traz à tona o dilema moral. Que preço se pode pagar pelo desenvolvimento e enriquecimento de uma nação? A história de Goiás foi escrita com fogo e com sangue. E os Anhangueras são os protagonistas deste capítulo da história.
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Texto: Jack Lima - DRT-DF/8533 - Jornal Identidade






















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