Guerra dos emboabas leva a descoberta do Entorno
Enfim, os bandeirantes paulistas encontram uma cidade de ouro, mas a ambição os levou a ruína. Com a Guerra dos Emboabas, foram expulsos de Ouro Preto e diamantina buscando novas terras e encontrando o Estado de Goiás.
O sistema econômico naquela época, século 17, não era o capitalismo. Não era o socialismo. Era o Mercantilismo! E muito já se ouviu falar nesta palavra. O Mercantilismo é nada mais que a quantidade de metais preciosos que um país tem para definir sua riqueza. Ou seja, quanto mais ouro, prata e pedras preciosas, mais rica e poderosa é a nação. Com a notícia da descoberta, imigrantes de toda a Europa e de outros lugares do Brasil foram para as Minas Gerais em busca do tão sonhado ouro e das pedras preciosas.

A guerra dos emboabas fez os paulistas saírem de minas e buscar outros lugares
Porém, os bandeirantes paulistas não aceitaram a chegada de outros exploradores nas minas e tentaram frear a exploração da maior fonte de riquezas das Américas, a cidade de Ouro Preto em Minas Gerais. É evidente que essa ideia não daria certo. Enquanto os bandeirantes paulistas reivindicavam o direito de exclusividade no garimpo, os “forasteiros”, vindos de outras localidades, já se articulavam para dar fim ao empecilho gerado pelos paulistas e enfim poder explorar as minas.

Com 10 metros de altura e 20 toneladas, a estátua foi feita em seis anos.
O clima ficava tenso e os sertanistas de São Paulo logo apelidaram os adversários de “emboabas”. O motivo eram as botas usadas por eles. O apelido fazia alusão as aves com penas nos pés. Mas, os emboabas não tiveram nenhuma pena dos paulistas. Os sertanistas de pés descalços mais desfavorecidos enfim, tinham encontrado uma fonte de renda para resolver a situação de sua pequena Vila fundada pelos jesuítas. Mas, na briga com os emboabas acabaram conseguindo guerra, morte e uma emboscada que os tiraria da cidade do ouro. Essa batalha foi chamada “Guerra dos Emboabas” que aconteceu do ano 1707 a 1709.

Os paulistas eram liderados pelo bandeirante Borba Gato. Os “emboabas”, por sua vez, liderados pelo português Manuel Nunes Viana. Diante de tamanha riqueza, os paulistas corriam risco iminente. Os Emboabas proclamaram o Manuel Nunes como Governador e declararam guerra contra os bandeirantes paulistas. Eles estavam em Sabará. Em certa ocasião, entocados, os paulistas foram encurralados pelos emboabas e obrigados a desistir e se render. Eles se renderam para sobreviver, mas mesmo assim foram mortos. Esse episódio foi chamado “Capão da Traição”.
E quem venceu? Nem um, nem outro. Com tanto ouro e tantos conflitos, a coroa portuguesa fez uma intervenção e tomou o controle das minas. Os bandeirantes recuaram e os emboabas permaneceram. Porém, a atitude foi considerada uma afronta à coroa portuguesa, pois quem escolhia os governantes do Brasil era o rei de Portugal. Então, nunes foi demitido pelo governador do Rio de Janeiro que foi até minas resolver os conflitos e assumir o controle das minas. Os paulistas se afastaram, indo procurar ouro em áreas que mais tarde formariam Goiás e Mato Grosso.
Depois da Guerra dos Emboabas nas Minas Gerais, os Bandeirantes tiveram que tomar novos rumos e encontraram o Estado de Goiás.

Com o incentivo e permissão do rei de Portugal D. João V, Anhanguera e os sócios, João Leite da Silva Ortiz e Domingos Rodrigues do Prado, assinaram em 14 de fevereiro de 1722, um contrato para procurar as minas nas terras de Goiás, onde seu pai já sabia da existência de ouro anteriormente. Chegaram primeiro em Goiás Velho, Pirenópolis e logo em Santa Luzia, local onde está localizado o Entorno de Brasília. Chegaram também no Mato Grosso formando a região Centro-Oeste.
Leia também:
Texto: Jack Lima - DRT-DF/8533 - Jornal Identidade






















Comentários